Capitulo 6 - Bem-Vindo A Bonfire, Akira
— Novos alunos?! Assim, do nada?! Oh, Deus… Por que não me avisaram isso antes? Jesus… Minha reunião… T-tá, quando eles chegam?
— Bem… Eles já estão a caminho… Vão chegar de madrugada…
— O QUÊ?! M-mas… A minha… Reunião… ARHG!!! DEUS, TÁ BOM…!
— Aahnn… Senhorita Li…
— N-não se preocupa… Só pede pra Marta fazer um café pra mim… Essa noite vai ser longa…
— O-okay…
Capitulo 6
Intitulado de “Bem-vindo A Bonfire, Akira.”
Havia se passado bastante tempo já… O ônibus já não estava tão quieto como antes; algumas pessoas começaram a conversar, e não demorou muito para até mesmo Elliot começar a falar com qualquer um apenas como passatempo… Akira também não foi uma exceção; ele quase fez como Elliot, a única diferença era que… Geralmente não era ele que puxava o assunto, e sim outro alguém.
Entre falas estranhas e foras de contexto, não havia nada de novo ali, era apenas… Um ônibus escolar qualquer? Bem… Se ignorar o fato que os assuntos que eram falados eram sobre diversas coisas tenebrosas, aquilo era praticamente a mesma experiencia que andar em um on ônibus escolar qualquer…
Depois de uma longa viagem, finalmente o ônibus parou em frente a um estabelecimento gigantesco… O motorista se levantou e se virou para todos atrás dele, e com um longo suspiro ele diz para todos ali saírem.
Um por um, todos se levantam e fazem o que foi pedido… Lentamente o ônibus ia ficando vazio e silencioso… Cada um ali apenas “colaborava” como se àquilo não fosse nada, e bem… Não era… E mesmo que fosse, com exceção de Akira e Elliot, não havia ninguém ali que estava ligando para o que aquele lugar era…
— Finalmente, não tava aguentando esse fedor de ônibus velho.
— Ptzz… O lugar parece minha casa… Nada de novo aqui, viu?
— Nah, que nada, deve ser legal viver ai… Ou, vem cá… Será que tá permitido foda aí dentro? Papo reto mesmo… Tava mó afim de…
— Ah, há! Finalmente um lugar aonde… Pera, que droga é esse trem mesmo? Tipo… nem sei como eu cheguei aqui pra ser sincero.
— Relaxa, poh… Se já dá pra dormir sem ouvir os vizinhos fodendo. pra mim já tá melhor que nada!
— É… O lugar parece morto, duvido ter muito barulho aqui… Ah! Tive uma ideia… Vamo fazer assim, quem for expulso primeiro perdeu; seja por barulho ou sei lá… Arrancar a orelha de alguém…
— Pera, da pra ser expulso? Ah, há! Já sei o que eu quero…
— Se da eu não sei… Mas que tal… Quem sair vivo vence…? Soa legal… Hehe.
— Uh, uh… Fechado então… Que os jogos comecem pessoal!
Um passo para fora do ônibus e um desconforto imenso… Akira conseguia ver uma grande estrutura em sua frente; uma pequena placa segurada por correntes cheias de ferrugem com “Bonfire” escrito nela dizia exatamente onde ele estava… O local parecia velho, mas estava até que bem conservado, muros rodeavam todo o lugar, tirando qualquer ideia de fugir que alguém pudesse ter dali para frente… Elliot olhou para aquilo de forma crítica e apenas aceitou que o estado do lugar é minimamente aceitável…
— “Dá para viver de boas…” — zombou ele após olhar o local por alguns instantes…
Ambos adentram; passo a passo, vão se aproximando da entrada da escola; de pouco em pouco uma pequena luz pode ser vista, e quando estavam perto o suficiente, foi possível ver uma guarda com fones de ouvindo e um celular sentada numa salinha… A mulher estava ignorado tudo ou quase todos que passam por ela… E Elliot séria estes quase todos…
Assim que Elliot a percebeu, ele faz questão de chamar sua atenção dando algumas palminhas, e mesmo com fones… Aquilo funcionou.
— Com licença…? Senhorita?
— Hã…? OH, Merda, era hoje que eles iam vir? — resmungou a guarda, guardando seu fone e celular rapidamente… Nesse caso, só jogando eles de lado e forçando um pouco de profissionalismo… — S-sim? Como posso ajudar?
— Bem… Somos os novos alunos! Acabamos de chegar… Gostaria de saber se já temos quartos prontos ou…
— Cacete… Não era pro Ryan vir com eles até aqui? Porra, se alguém fugisse ia ser uma…
— Senhora…?
— Ah! Ahn… Bom, sobre isso… Sigam reto neste corredor, subam a escada e virem a direita, Liz já está esperando por vocês… Eu acho…
— Hm, até que é bem simples… Muitíssimo obrigado, senhorita!
— De nada… Ah, inclusive… Se virem alguém fora do quarto avisem, tem engraçadinhos querendo meter o louco recentemente… E se comportem.
— Claro, não se preocupe! Vamos Aki…
— Rapaziada, o cabeludo desenrolou a parada!
— Que parada?
— Sei lá… Ele e o japinha tão entrando… E ele tava conversando com guardinha ali… Deve ter arrumados as coisas!
— Ou seja… você só tá chutando?
— Fé nas malucas, fih… Fé nas malucas…
— O único maluco aqui é você…
— Só bora logo… E todo mundo aqui é maluco!
Um passo adentro na escola; o corredor estava quieto, até demais… Era tarde, todos provavelmente estavam dormindo, porém, mesmo assim uma pequena sensação de estar sendo observado era comum, não só por Akira, mas por qualquer um que estava ali… E mesmo assim, Elliot prosseguia com um doce e calmo sorriso; mesmo se alguém estiver observando ele, isso não parecia afetá-lo de uma forma visível, ele apenas estava tratando aquilo como mais um dia em sua vida… E isso até que acalmava um pouco as pessoas ao seu redor; “se ele está calmo, eu não devo me preocupar com nada, certo?” pensava Akira e todos os outros…
Bom, tínhamos um líder entre aqueles novatos.
Cof, cof… Com o decorrer que se aproximavam do fim do corredor, uma escada ganhava forma em meio a tanta escuridão; sendo bastante longa, ela parecia levar para um local sem saída; uma jaula, ou qualquer outra coisa que possa prender e não deixa ninguém escapar…
E não, isso não foi uma analogia… Ninguém ali poderia fugir mais…
Mesmo assim, sem ter muitas escolhas, todos subiram a escada ruma a… Bem, para ser sincera, ninguém ali estava atrás de nada; só estavam seguindo ordens, então… Ruma ao absoluto nada; ao destino, ou, quem sabe, rumo a sua própria decadência…
Toc, toc, toc…
No primeiro degrau, aquele sentimento de estar sendo o observado se esvaiu; um calafrio rondou por todos após essa sensação “sumir”; até mesmo Elliot, que parecia estar tranquilo sobre aquilo, deu um breve suspiro de alívio ao sentir o sumiço daquela sensação desagradável.
Toc, toc, toc…
No segundo degrau, as coisas iam lentamente se acalmando; alguns dos novos alunos voltaram a conversa entre si, apenas puxando assuntos aleatórios para passar o tempo e provavelmente se conhecerem melhor… Ah! E sim, aquela conversa de sair vivo da escola continuava em pé.
Mas bem… Degrau a degrau eles iam se aproximando do segundo andar; e no momento que pisam nele, um silêncio confortante os cercam junto a calmaria do local…Apenas alguns barulhos de pessoas dormindo podiam ser ouvidos; o corredor está quieto, calmo e relaxante…
Mas, isso rapidamente mudaria…
— Mataram alguém aqui, foi?
— Porra, não fode com o clima!
— Caralho, tá aberto ali, viu?
— Aquilo é o banheiro, burro!
— Como tu sabe? Já veio aqui, por acaso?
— Tem uma placa ali, cego do cacete…
— Tem gente vindo, fiquem quietos, idiotas!
— Não é gente vindo não… É só o japinha subindo as escadas…
— Caralho? Mó barulho pra subir uma escada… Cacete…
— Pelo amor… Só andem logo!
Bem… O corredor estava quieto e relaxante… Demorou um pouco, mas após alguns discussões, todos apenas seguiram para o local que foi indicado.
Como dito pela guarda, com apenas alguns passos e uma virada para direita uma pequena sala de espera pode ser vista; todos entram nela e se sentam…
Sim, nada de estranho aconteceu, eles apenas fizeram o que lhe foram ditos… Surpreendente, não? Poderia até dizer que eles só não estavam com paciência de fazer algo, ou quem sabe, não estavam com vontade mesmo… Madrugada; horas sem dormir… É, não havia ninguém ali que não estivesse com sono…
Cof, cof… A sala era robusta, muito diferente da escola; ela possuía um charme único e minimalista, mas bastante extravagante ao mesmo tempo; nela havia alguns assentos de espera e uma porta fechada aonde seria provavelmente a diretoria ou uma sala dos professores… Depois de alguns segundos, uma mulher saiu da porta que estava fechada; ela tinha uma aparência bastante simples, cabelos castanhos e compridos, um par de olhos em tom de vinho, um terno preto com vermelho, e por fim, um pequeno crachá com o nome “Liz Victan” nele.
Nem um pouco chamativa… E dessa vez era verdade; a única coisa que chamou a atenção em todos foi apenas o olhar cansado da mulher…
Assim que saiu da sala que estava, a mulher checou uma pequena prancheta, e com uma cara bastante cansada, ela disse…
— Olá a todos… Podem me chamar de Liz; Liz Victan; sou a diretora da escola, estarei aqui para ajudá-los nesse começo, então… Chamarei todos por ordem alfabética; quando forem chamados peço que me acompanhem até minha sala para podermos conversar um pouco e... Resolver a maioria das suas dúvidas…! — a moça deu uma pequena pausa após sua fala; mais uma vez, ela checou sua prancheta por alguns segundos, e… — Então… Vamos logo com isso, eu… Não estou com tanto tempo livre, então preciso terminar isso logo…. Bem… Akira… Akira Kurayami? Quem é? Tá aqui?
—Só tem brother com cara de estrangeiro aqui, tia… Tirando o mané do óculos ali, mas de resto é só o cabeludo aí… — comentou um dos outros alunos.
— Há? Eh… O-oi! Sou… Sou eu aqui! — disse Akira, começando a se levantar de forma desajeitada.
— Vai com calma aí, Akira… — sussurrou Elliot. — Boa sorte na entrevista…
— Realmente meu bom! Deixe de ser afobado e vá logo… Não quero esperar aqui com esse tanto de louco não!
— VOCÊ QUE É LOUCO!
— EU SOU TCHOLA, NÃO LOUCO, SEU ESCRÚPULO!
— Uuhh… Valeu, pessoal…? Não esperava ser o primeiro… — disse indo em direção à sala de Liz.
— Rapaziada, o que é escrúpulo? O cara falou algo real ou inventou uma palavra?
— Não, não, é uma palavra mesmo, seu pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico!
— É O QUE, PORRA?
Com poucos passos, Akira entrou na “diretoria”; Liz foi logo em seguida, ele passou pela porta logo atrás de Akira, fechou a mesma e deixou todos ali; esperando; sozinhos; sem monitoramento…
Isso… Tá certo?
— Já parou pra pensar que a gente podia só fugir daqui agora?
— Papo reto… Não vi nenhum guarda nos corredores, daria fácil para sair…
— Ninguém aqui é apresentador do Discovery pra sobreviver na mata não… Não é por que vocês mataram alguém que podem contra um urso…
— Tá bom, Terry Crews…
— Esse é o pai do Chris, burro… É Bear Grylls!
Akira apenas adentrou a sala de Liz; o lugar era quase idêntico à sala de espera, a aparência e estética era o mesmo; a maior diferença, com certeza, seria um lustre enorme no teto da sala… Ele emitia pouquíssima luminosidade, deixando a sala quase que um breu total…. Até mesmo as janelas do local que estavam tampadas por cortinas faziam algo mais claro que aquilo.
Mas… Acho que estética fala mais que logica em alguns momentos… Ou Liz não sabe como “luz azul” funciona… A tonalidade amarela do lugar com certeza estava afetando ela…
Liz foi até sua mesa; se sentou, e com um sorriso em seu rosto apenas gesticulou para Akira fazer o mesmo… E assim que isso ocorre, Liz apenas arruma alguns papéis que havia sobre sua mesa, e…
— Hhnn, bem… Akira… Kurayami, Certo? Como se sente?
— Ahn? A gente… Já vai começar?
— Bem… Diria para você fazer as coisas no seu tempo, mas… Eu que estou sem tempo aqui, então… Acho melhor apressar as coisas um pouco.
— Ah… Entendi… Bem… Como me sinto? Eu acho que tô hem… Só o lugar que é meio morto… Passa uma vibe um tanto quanto negativa…
— Ah, isso? Haha… Tivemos problemas com as luzes dos corredores alguns dias atrás… Alguns alunos conseguiriam queimar elas de alguma forma… E eu nem quero saber como… Mas não é nada de mais… Isso já será resolvido… Amanhã mesmo já é para estar tudo funcionando… Eu espero.
— Tá…? Que bom…
— Mas bem, vamos direto ao ponto… Veio mais gente do que eu imaginava, então temos que ser rápidos… Hhmm, eu farei algumas perguntas pra você agora, responda como achar melhor, okay?
— Okay…
— Certo… Qual foi o motivo que você acha que lhe trouxe aqui?
— Hã… Ter espancado alguém, eu acho…? Meio que… Ouvi isso pra cacete dos meus pais… E eu acho difícil esquecer aquela cena.
— Hehe, é compreensível… E por qual razão você fez isso? Raiva, vingança… O que te levou a isso?
— Bem… Ele… Eles estavam me acusando de algo que eu não fiz… Isso mexeu comigo na hora, e aconteceu, sabe? Foi um surto momentâneo… Nunca fui de fazer algo desse tipo.
— Entendo… E você concorda de ter sido enviado para cá?
— Bom, eu realmente fiz algo, né? Eu deixei a logica de lado e só fiz a primeira coisa que veio a cabeça… Então… Sim? E de qualquer forma, melhor aqui do que em casa… Do que naquela escola…
— Ah… Então você tinha problemas familiares?
— Sim… Bastante; vindo da parte do meu pai inclusive… Mas, não diria que foi por conta disse que fiz aquilo… Os caras já tavam me irritando a um mês, praticamente…
— Entendi… Querendo ou não a situação ao seu redor estava complicada; uma reação em cadeia uma hora ou outra iria acontecer…
— Sim! Eu realmente não entendo como isso não tava óbvio, e mesmo assim teve briga atrás de briga e… Sei lá, eu vivia falando sobre tudo com meus pais, mas…
— Não se preocupe, querido, aqui as coisas serão diferentes, acredite em mim… Pelo o pouco que você me contou sobre você, consigo ver que sua vida até então estava em um estado meio… Ruim.
— Tsz… Obrigado, eu acho… Isso, Isso é um pouco estranho, eu costumava falar assim só com minha avó… Mas…. Valeu mesmo.
— Viu? Você já está mudando um pouco, e isso é bom! Agora… — disse começando a mexer em uma gaveta da sua mesa. — Acho que já é o suficiente, então, aqui… Essa é a chave de seu quarto, pode ir para ele e se arrumar, as aulas já vão começa amanhã para você, então não durma tarde, okay? — comentou entregando uma chave ao garoto.
— Claro, muito obrigado, senhorita Liz! — respondeu pegando a chave e se levantando.
— Ah, inclusive… Antes de você ir… Bem-vindo A Bonfire, Akira.
㈫
“Instituto de ensino e reabilitação, também conhecido como Bonfire, é um estabelecimento localizado no centro da América do Norte. Sendo fundada no ano de 1894 por um indivíduo até então desconhecido, teve sua posse tomada por Eliza Victan entre 1926 e 1930. O local visa reabilitar e, ao mesmo tempo, dar o ensino necessário àqueles que cometeram atos prejudiciais à sociedade; como roubo, assassinato ou coisas piores. O foco da escola é ajudar principalmente adolescentes, entretanto, existem poucos relatos de crianças que já viveram lá, entretanto, na maioria das vezes as coisas não acabaram de maneira boa.”
Isso foi o que Akira achou procurando na internet sobre sua nova casa… Assim que chegou em seu quarto, o jovem não conseguiu dormir de imediato; então apenas ficou deitado mexendo no seu celular; e depois que a curiosidade bateu, decidiu pesquisar sobre o internato com seu resto de internet.
— Então… Essa era a quarta opção de escola que ele não quis dizer? Eu nunca ia imaginar…
É, essa era a quarta opção.
— O lugar não parece tão ruim assim…
Você nem viu o lugar por inteiro, como pode saber?
Okay, parei… Eu não sou uma personagem tão importante assim… Bem, talvez, mas isso não vem ao caso… Cof, cof…
O quarto era relaxante, quase melhor que o antigo de Akira; um armário médio, escrivaninha, cama e até mesmo uma janela virada para floresta… E sem lustre no teto.
O quarto era no primeiro andar; voltar sozinho para ele foi difícil, aquele sentimento de estar sendo observado voltou no mesmo instante que ele desceu as escadas… Tinha algo de errado naquele lugar, porém, Akira quis acreditar que tudo era só sua paranoia, e que aquela seria uma nova vida; um novo recomeço…
Akira deitou de barriga para cima em sua cama; sua visão pegava apenas um ventilador de teto rodando lentamente; o “tec” do ventilador era até que irritante, mas só de poder se deitar e não ouvir reclamações do lado de fora da porta já era bom; aquilo ali não era nada, chegava a ser reconfortante…
Akira deixou seu celular de lado, fecha seus olhos e…
Tec, tec, tec... Akira dormiu…
De um fragmento de um sonho a um barulho similar ao seu ventilador de teto de uma forma mais agressiva… Aquilo que até então era um simples barulho de ventilador, se tornou uma pederneira quando faíscas começaram a sair dele…
Tec, tec, tec…
Batidas atrás de batidas; faísca atrás de faíscas… Finalmente um fogo surge em meio a... O que era aquilo? Madeira? Carvão? A textura era estranha… Textura? Por que um sonho teria textura? Não importava, o fogo era reconfortante, era calmo, estranhamente frio, mas quente ao mesmo tempo… A fogueira que ali se formou era apenas uma chama incompreensível; uma chama que mesmo incontrolável podia ser apagada com um simples jogar de água… Água que viria logo em seguida, apagando tudo aquilo que se formou…
BADUNF!
— DROGA FELIX! OLHA POR ONDE ANDA, ANIMAL!
Um grito vindo dos corredores pode ser escutado, junto a milhares de vozes conversando sobre tudo imaginável…
— Os gritos trocaram de noite para o dia pelo visto… — ironizou Akira, se levantando de sua cama…
A noite passou rápido; um sonho estranho tornou ela um pouco estranha, porém, não era de hoje que um sonho mexeria com Akira; então, nada fora do normal… Por enquanto.
Akira se arruma; o uniforme da escola era feito de lã bem macia; uma mistura de marrom com branco deixava ele de um jeito chamativo, porém minimalista, isso pelo visto era o padrão do lugar…
No uniforme, havia uma pequena fogueira na área do peito, acompanhada pela escrita “Bonfire” formando os troncos que davam combustível ao fogo…
— Bom… Vamos ver se esse lugar é realmente como me disseram… Elliot, em ti confio…