Capitulo 14 - Verdade Ou Desafio?

Como você tá se sentindo?

De novo isso? Emilly… Eu tô bem! Juro!

Não é isso, bobo… Você parece meio soltinho agora… Animou de novo pra festa?! Hehe!

Ah! Sim… Pra ser sincero, não sei… Eu só fiquei um pouco animado por te ver… Ficou linda nesse vestido, sabia?

Ownt… Obrigado! Hihi…

Não, sério mesmo… Você tá magnífica… Duvido esquecer de você com essa roupa.

Tá bom… Além de animado, tá romântico… Isso é novo!

Essa noite é que é nova… Ela vai ser inesquecível, você vai ver…

Tomara…

É… Tomara que a gente se divirta muito hoje… Tomara.


Capitulo 14

Intitulado de “Verdade Ou Desafio?”

De uma forma brusca e rápida, Akira havia finalmente notado em que situação ele estava… De alguém que parecia até que simpático, para alguém que, de repente, ameaçou o jovem com uma arma… Ou algo que parecia ser uma…

A ideia de “um internato para aqueles que cometeram crimes” invadiu finalmente a mente do garoto; porém, ao invés dela entrar de forma civilizada, pela porta da frente, ela quis explodir a parede e entrar a força, fazendo com que Akira ficasse completamente desnorteado com o impacto que foi aquilo… E não, isso não foi exagero; ao menos para o garoto… Foi tão… brusco; tão rápido… E ainda assim, assustador.

Bom, e de uma forma ainda mais brusca e irônica vindo da parte do destino… Aquela noite ainda não tinha acabado.

AKIRA!

O jovem não teria paz tão cedo…


Ainda desnorteado com o que acabou de acontecer, Akira se vê sendo chamado; e quando se virou para ver quem o chamou, se deparou com Emily; Lucas e o resto do seu grupo de amigos… Bem, Davi ainda não estava ali, mas isso não era tão importante… ao menos, naquele momento.

Todos se aproximaram do jovem, que logo se levantou tentando esconder um pouco a sua preocupação sobre o incidente passado…

Repito isso bastante, mas… acho importante citar que, mais uma vez, Akira falhou miseravelmente em algo…

Tá que pariu… Que cara de cu é essa? — perguntou Alex logo de cara. — Viu um fantasma, porra?

— Não é nada… — respondeu, virando um pouco o rosto para a direção a qual o jovem de mais cedo fora, que inclusive, já estava tomada por uma multidão. — Eu Tô… Exausto… Poxa, Lucas, se eu soubesse que isso seria tão cansativo teria só ido contigo até o seu quarto…! — prosseguiu, tentando suavizar um pouco a situação que ele estava. — As coisas teriam sido bem mais calmas se eu tivesse ido… Oh, se iam ter sido…

— Ah, poxa… eu te disse pra não se esforçar tanto… Ahn… vai… o que aconteceu? Por acaso teve briga aqui enquanto eu estava fora? — indagou o loiro, um pouco preocupado.

— Nah, é mais por… andar! É… Ficar indo de lá pra cá me cansou, hein? Hehe… Além disso, andar por aqui é difícil, viu? Poh… eu… tive que me espremer em locais que eu nunca pensei que iria… Mas… se teve briga eu não sei… Só se o Alex tiver brigado com a Luna quando eu não estava de olho, hehe… Ahn… pera… Inclusive, cadê ela?

Gostaria de dizer que ela já foi, mas… infelizmente, não.

De uma forma cômica, Luna começou a sair lentamente de trás de Alex; deixando apenas uma parte de sua cara exposta. — Eu tô fazendo trabalho de guarda-costa! Ele disse que ia me dar informações sobre o governo alemão se eu fizesse isso!

Alex… como você…

— Nem me pergunte… Eu só tentei fazer ela ficar quieta… “Junte-se aos loucos e você será o líder mais forte que eles terão”, saca?

Ei! Eu não sou louca! — exclamou a garota, dando um tapinha nas costas de Alex. — Só sou desconfiada!

— Pode não ser louca, mas fraca é pra caralho, viu? Porra! Isso era pra doer?!

— Você não me tenta! Eu posso acabar com você sem nem te tocar!

— Cai pra cima, valentona!

— Eu te mordo!

— Tá, tá! Parem já, pombinhos! — interrompeu Emily, quebrando seu silêncio e a briga do cas… Digo, dos dois em sua frente. — Mas, eai? Se não rolou briga nem nada, aconteceu pelo menos algo interessante? Tipo… O Alex e a Luna dançaram juntos?! — perguntou, empolgada. — Você gravou?!

NÃO! — falaram os dois pombinhos ao mesmo tempo, como se fosse uma mensagem instantânea.

Nhe… hehe… Também não vi nada de tão legal… No máximo uma galera conversando umas coisas estranhas…

— Coisas estranhas? Que tipo? — indagou Lucas. — Não era sobre as classificações não, né? Expliquei pra geral sobre como esse treco era pra funcionar aqui…

— Eehh… Nada de mais! Ninguém nem citou as classificações até agora… Só… um pessoal falando umas bizarrices…

Ué porra, mas isso não era tu e a Luna? — zombou Alex. — Não contei para vocês, né? Esses dois estavam andando juntos e conversando como se fossem dois loucos…

— Vai a merda, capacho de mafioso!

— Olha quem diz!

Tsz… Hehe, mas de resto… eehhnn… deu tudo certo! Não tem nada com o que se preocupar! — disse dando um sorriso forçado… Bem forçado… — Hehe… Hehe…

— Tchz, ai sim! — exclamou Lucas, aproximando-se de Akira com um sorriso no rosto. — Fico feliz em saber que deu tudo certo aqui! A farra vai longe hoje, gente!

— É… Inclusive, se sente melhor? — questionou, vendo seu amigo com uma expressão um pouco melhor do que antes.

— Oh? Eh… Bem… sim! Hehe… Eu demorei mais por conta que não tava achando meu potinho com remédio…

— Que inclusive, ele quase não acha… — complementou Emily. — Vê se depois da festa vai na enfermaria pegar mais, okay? Fica com uns três potinhos logo no seu quarto!

— Sim senhora, dona do meu coração! — concordou dando um abraço em sua amada. — Hehe… Hhmm… Hehe! E esse perfume de morango? Não tinha notado até agora!

— Vocês tão sendo grudento de novo… Que saco, hein? E Luna… pode sair de trás de mim, por favor?

Quero minhas informações antes!

Jesus Cristo… Eehh, os alemães estão… criando uma arma secreta chamada… eehh… “L.U.N.A”.

EU SEMPRE SOUBE! Mas… por que meu nome?!

Ai eu não sei…


Akira vê todos ali, conversando e rindo uns com os outros; o garoto ainda estava aflito sobre o que acontecera; porém, ele respirou fundo e tentou esquecer um pouco daquilo… Talvez como forma desesperada de mentir para si, ou talvez pela ideia de que “querendo ou não, isso pode ser mais normal do que parece”… E querendo ou não, isto era verdade.

— Beleza! Eu… tô um pouco mais relaxado agora, então… o que vocês querem fazer já que tá todo mundo reunido? — indagou dando um sorriso… Ainda forçado…Todo mundo entre aspas, o Davi não brotou até agora!

— Bem… a gente poderia jogar algo como aqueles joguinhos de festa… — respondeu Lucas, escorado em Emily. — Que tal… Beiru…

Joguinhos de festa…? Pera… AH! EU TIVE UMA IDEIA! — exclamou Emily, em um tom alto… Fazendo Lucas quase cair de susto. — Que tal… Verdade Ou Desafio?

Cri, cri, cri, cri…

O grupo fica em silêncio com a fala da garota; todos olham para a mesma com uma cara de “sério mesmo?”, deixando-a com uma cara de incrédula…

A ideia não era ruim; talvez o contexto fosse; mas, ainda assim, independente de qualquer coisa, ninguém quis dizer nada para evitar qualquer comentário…

E com isso…

— Qual é… falem alguma coisa! Não me deixem na mão! Se fosse o Lucas dando a ideia, todo mundo ficaria aplaudindo!

— Que nada… O Lucas tem ideias malucas, a gente só aceita por conta de… Porra, por que a gente aceita mesmo?

Acho que… algumas das ideias são tão estúpidas que chega a ser boas…

Hey! Qual foi? Minhas ideias não são estúpidas! Elas são revolucionárias!

Ah, há! Então você realmente tem planos de fazer uma revolução aqui na escola, não é? — contestou Luna. — Você nunca me enganou, Sr. Revolução Francesa!

— Qualé Luna, sai do personagem uma vez… Isso é chato às vezes… Não tá enganando ninguém, muito menos eu.

— Shiu…! Calado, eu sei bem da sua laia!

— Deus, isso vai ser um caos… Emily, com todo respeito, mas… você não acha isso muito infantil? —indagou Akira. — Quer dizer… a ultima vez que eu fiz isso foi na festa de dez anos da minha irmã!

— Infantil? Que nada! Nada é infantil quando se tem um toque especial…!

— E que “toque” seria esse, caramba? — questionou Alex. — Bebida a gente não tem… e eu acho que não dá pra ficar bêbado com refrigerante!

— Ah, mas dá sim… Oh, se dá…

— Depois eu que sou a estranha, né, loirinho?

E quem disse que ficar bêbado que é esse toque especial? O toque, na verdade, é… ter um grupo sequelado em termos de maturidade e responsabilidade!

Cri, cri, cri, cri…

Mais uma vez, o grupo fica quieto; dessa vez não por achar a ideia de Emily ruim ou algo parecido, e sim por… concordarem completamente com a fala dela…

— Tá bom… Ela tem um bom ponto… — concordou Alex, engolindo o próprio ego. — Eu pego a garrafa…

O grandalhão sai por alguns instantes, ainda com luna atrás dele, e volta logo em seguida com uma simples garrafa de refrigerante em mãos… O grupinho logo ficou todo animado; foram para uma mesa livre e se prepararam…

— Tá bom… Com ou sem regras? Sem é mais legal… Dá aquela liberdade e chance pro caos rolar… — sugeriu Lucas.

Com regras! Eu não quero ter que fazer nenhuma porra bizarra… — exclamou Alex. — Ah! E principalmente por que tem duas pessoas que vão azaralhar aqui…

— Quem? — indagou Akira. — Não sou eu não, né?

Não, não é você… É o Lucas e a Luna…

— Hey! Eu não vou azaralhar com ninguém… — contestou o loiro. — Ao menos não na primeira rodada!

— Eu também não! — complementou a garota. — Mas só se não me perguntarem algo estranho ou me desafiarem a fazer algo impossível!

— Okay! Então… tá valendo de tudo menos algo que fira os direitos humanos ou… os direitos do Alex e da Luna…! — zombou Akira.

TOMA NO CU, AKIRA!

Hehe… Tá, tá! Bora logo!


Rodada 1…

— Beleza… Girando~! — disse Emily, girando a garrafa na mesa com tudo…

**Fuen… Fuueenn… Fuuueennn!

A garrafa gira, gira e gira; passando pelo menos duas vezes por cada membro do grupo, deixando todos ali ansiosos para saber quem ia ser o primeiro a sofrer com as consequências daquele jogo… E então, lentamente a garrafa foi parando, até que…

— PORRA! Por que logo EU tinha que ser o primeiro?! ISSO DAÍ TÁ ARMADO!

— Sem reclamar, Alex! Vai… Verdade ou desafio?

Por que concordei com isso mesmo? Ai Deus… Vai, desafio… Eu não vou amarelar! Só não inventa algo imbecil demais…

— Okay! Então… Eu duvido você… Ahn… Uh, uh! Duvido você dançar com a Luna!

— Por qual razão você tem que me inserir em tudo?!

— Nah… prefiro fazer uma prenda… Qual vai ser? Só não mete a nanica no meio. — respondeu, se arrumando em sua cadeira. — Foda-se, prefiro fazer qualquer coisa do que isso! E… que saco Emily… vai continuar com isso até quando? Parece até piada proposital de livro de romance juvenil…

E eu que achava que era sincero demais às vezes… — sussurrou Akira. — E você não disse que não ia amarelar? Cadê tua honra?

Disse, mas também falei pra não inventarem algo estúpido pra eu fazer… A Luna é estúpida.

— HEY! EU TÔ AQUI!

— Ah, qual é! Chato! Mas tá bom… A prenda vai ser… Uuhh…

— Uh, uh! Que tal pedir uma música pro DJ? — sugere Lucas. — Coloca algo mais irado… que tal Set It Off?

— Pera… você ouve Set It Off?! Caramba… nem parece você dizendo isso…

— Eu sou uma caixinha de surpresa, Aki! Acredite em mim…

— É uma boa! Mas… que tal sugerir uma música como menção a Luna? — continuou Emily, com um sorriso na cara.

— QUALÉ, ELE ACABOU DE DIZER PRA NÃO ME COLOCAR NO MEIO!

Oh! É uma boa! — concordou Lucas. — Você tá maléfica hoje, viu? Hehe… adorei isso!

— Lucas… vai tomar no…

Alex fica ali por um tempo; apenas com a cara fechada sem saber o que dizer ou fazer… Embora o mesmo só quisesse se divertir, ele sabia muito bem que se não fizesse aquilo estaria estragando o sentido da brincadeira… e, além disso, também estaria deixando sua vergonha ganhar de seu ego inflado e aventureiro…

Pensando um pouco sobre o assunto, o garoto tem uma ideia… um pouco maliciosa de sua parte, inclusive… Então, com um sorriso um pouco mais ansioso no rosto…

— Na real… Deixa, eu vou! Só me dá um segundo… Emily, tu que faz as perguntas nessa rodada… Já volto! Hehe…

O garoto se levantou, dessa vez sem ser perseguido por Luna, e foi em direção ao “DJ” da festa…

O grupo apenas vê seu amigo sumindo na multidão; e logo de cara, todos ali entendem o que estava por vir… Quer dizer, quase entendem… Para ser mais exata, eles apenas sabiam que algo forte ia vir… Agora, o que ia vir era o que eles não sabiam…

Eu acho que vocês cometeram um erro… — comentou Akira, segurando um sorriso frouxo. — Vindo dele, vai vir alguma coisa muito…

É, a gente sabe… Ele vai por algo… ofensivo, definitivamente… — sussurrou Lucas. — Assim que é bom!

Eu tenho esperança na sociedade… Hehe! — disse Emily, cruzando os braços. — Acredito no potencial dele…!

O Alex não faz parte dessa sociedade que você tem esperança, Emily… Eu posso conhecer ele a um mês, mas sei bem a laia desse garoto…

Realmente, ele faz parte de uma sociedade secreta! Ou você acha que esse jeito dele agir é normal? Ele definitivamente é um dos…

— Não Luna… isso foi figura de linguagem…

— Pera… Sua língua é tatuada?

— Luna… já disse, sai dessa… É por conta disso que 'cê não anda tanto com a gente…

— Shiu!


Rodada 2…

— Okay… Vamo vê no que isso vai dar… Eu não me responsabilizo sobre o que ele for colocar! De qualquer forma…! GIRA-GIRA-GIRA! — disse Emily, rodando a garrafa novamente…

Fuen… Fuueenn… Fuuueennn!

Mais uma vez a garrafa passa por todos na mesa; novamente, aquela sensação de quem será o próximo toma conta da mesa… Depois de alguns segundos, a garrafa vai finalmente parando aos poucos, até que…

— AKIRA! — exclamou a garota, com uma cara de quem já estava se preparando para algo grande..

Eu~! Pode vir com tudo que… Na verdade, não vem não, tenho medo do que você tá tramando…

— Okay… Só tenho um tipo de pergunta para você… Verdade ou desafio?!

— Verdade…! Eu não tô tão afim assim de fazer alguma coisa vergonhosa… E não tô afim de fazer algo parecido com o que o Alex foi fazer… Então… vai, pode ser até uma verdade nua e crua! Eu aguento…!

— Ah, é? Verdade, então…? Sábia escolha.... Hehe… — falou a jovem, dando um sorrisinho animado…. — Akira, me conta uma verdade nua e crua sobre você então… Qual seu tipo de mulher?!

Hã?! Pera… quê?! Eu esperava isso do Alex, não de você! — exclamou o garoto, surpreso com a pergunta repentina de sua amiga. — Agora isso me pegou… Poxa vida…

Eu falei… Ela tá maléfica hoje!

— Pelo visto sua lavagem cerebral está fazendo efeito nela…

— Luna… Não me faz repetir de novo o que eu já disse…

Cof, cof… Hehe… O Alex me deu a rodada dele, né? Tinha que fazer uma pergunta a altura! Mas vai… Qual é?!

— Eh… Tá… tá bom… deixa eu pensar primeiro…

E assim é feito; o garoto para, pensa um pouco e…

— Eu… não sei? Tá… isso me pegou mesmo… Não vem nada na minha cabeça que sirva como resposta…

— Como assim "não sabe"? — contestou Lucas. — Isso sim me pegou! Agora só falta você dizer que não vai querer pegar um par para dançar hoje… Pelo amor! Seja ácido; seja ferro, Akira!

— Ah, qual é? A questão é… eu nunca tive um relacionamento ou algo do tipo… Eu… já cheguei a gostar de umas pessoas, mas isso era quando eu era pequeno e… sei lá, eu não sabia de nada do tipo naquela época então… só era algo meio forçado… Pra ser sincero, meio que eu tô por fora de qualquer coisa que envolva esse tipo de coisa…

Não brinca! Com um cabelo desses e não tem ninguém?! — indagou Emily, ficando boquiaberta. — Nunca nem teve interesse por alguém? Tipo, recente? Vai… eu tenho fé na humanidade!

— Bem… digamos que até que recentemente, mas… a pessoa foi uma desgraça comigo, então…

— AH, HÁ! Então teve uma pessoa! — exclamou Emily, com brilhos em seus olhos. — Vai, como ela era?! Alta, cabelo cacheado, olhos verdes, como?! É daqui? Ou era da sua antiga escola? Ou… espera! Ela era do Japão?! Não me diz que vocês foram separados pelo mar!

— Deixa ele falar! Você tá parecendo a Luna…

— Mimimi, bibibi… Shiu! Eu nem tava na conversa pra começo de conversa… Para de puxar meu pé! O que deu em você? Tá mais atiçado que o normal… Depois vem falar de mim!

Tá, tá…! Olha… bem… hum… Eu não tô tão afim assim de falar sobre isso; é algo meio… pessoal, sabe? Tipo, foi recente e… foi uma merda…

— Ahn… Entendi… — disse Emily, sentando-se e ficando um pouco cabisbaixa… — Desculpa aí… Talvez eu tenha me empolgado um pouco… Hihi!

— Não, de boa, eu sei que você não teve a intenção de me deixar mal… Mas tá! Bora voltar pro que interessa, minha vez!

Mas você nem respondeu à pergunta e nem pagou uma prenda! — contestou Luna, intrigada.

Shiu, eu respondi à pergunta! Tá valendo!


Rodada 3… Bem, ou quase…

— O Alex tá demorando… — disse Lucas, virando-se para direção onde Alex foi. — Se ele tiver pegado alguém pra dançar… ele não volta nunca… Que traíra!

— Pior… a gente deveria checar se ele tá bem? — questionou Akira, também se virando. — E… é, se ele tiver dançando não vai aparecer aqui tão cedo…

— Vocês acham mesmo que aquele brutamonte não tá bem? — argumentou Luna, cruzando os braços como se fosse uma especialista no assunto. — E de qualquer forma, se ele tivesse arrumado briga daria para ouvir daqui! E se tivesse dançando já teria ofendido ao menos quatro minorias junto a própria honra inexistente dele!

— Independente… — contestou Emily, escorando-se na mesa. — Ou ele ficou preso em uma fila, ou ele tá aprontando algo… Luna, pode ir lá checar se ele tá bem?

QUÊ? POR QUE EU?

— Por que…

— Vai que ele tá fazendo alguma coisa pro governo soviético… — disse Akira, em um tom sarcástico. — Nunca se sabe… Guerra fria, né?

— Pera… Como você sabe que ele trabalha pro governo soviético?! Quem é seu informante?!

Eu que sou um informante, segundo o que você disse mais cedo… E é ai que tá… e se ele não trabalha para o governo soviético e for um infiltrado no território deles?

UGH?! Deus… Como eu não pensei nessa opção?! TÁ, EU VOU! Mas não por conta dele… A URSS VAI SE VER COMIGO! — exclamou Luna, se levantando com tudo e saindo dali as pressas… — ESSES RUSSOS NÃO VÃO ME FAZER DE NAPOLEÃO BONAPARTE


Akira e Lucas caem nas gargalhadas assim que Luna sai; Emily, por sua vez, fica surpresa com aquilo; tudo foi tão repentino, mas tão funcional que ela não soube reagir… Ela provavelmente nunca conseguiria fazer algo daquele tipo…

— Como você fez isso?! — indagou a garota, incrédula sobre o que acabou de ver e ouvir. — Eu conheço ela há MESES e não consigo fazer isso! Então… Como?!

— Um brutamonte uma vez disse: “Seja um louco ao lado dos loucos e você verá o que é uma risada de verdade”… ou algo assim!

Deus… Vocês não prestam, Hehe…

— Que foi? É bem mais fácil entrar no jogo dela do que argumentar algo para fazer ela ir checar o Alex… E nem vem reclamar, deu certo!

Ele tem um ponto! — concordou Lucas, dando um joinha. — Se livrou da tralha e de sobra ainda conseguiu fazer ela ir atrás do Alex!

— Tralha…?

— É… tá, você foi longe nessa! Agora.. Gira a garrafa, é sua vez…!

— Só tem nós três aqui agora, Emily… Fica meio chato assim… Melhor esperar eles, não?

— Ah, ainda assim! — prosseguiu a garota. — Faz pelo menos alguma pergunta pra gente não ficar sem assunto! Manda o que vier na cabeça!

— É! Vai, manda qualquer coisa!

— Qualquer coisa mesmo…?

— Qualquer coisa…! Bem… Qualquer coisa que não seja tão pessoal…

Eu sei, eu sei… Tá, deixa eu pensar…

Akira se arruma na sua cadeira e começa a pensar um pouco sobre o que perguntar; ele mexe a cabeça para os lados como tentativa de achar uma boa pergunta ou bom desafio; nisso, o jovem acabou trombando o seu olhar com um casal qualquer que estava dançando ao longe; e como em um passe de mágica, ele soube exatamente o que perguntar…

— Beleza! Lucas… Vem cá, como você e a Emily começaram a namorar?