Capitulo 13 - Nada
Tss… Tss… Tss…
— Olha só… Mais uma vez nesse inferno… Pelo menos parece que o lugar tá em festa… Será que estão comemorando minha volta? Hehe… Aqui vamos nós de novo…
Fuuiiinn… Streack!
— Gravando…? É, tá ligada… Treco velho, hein? Cof, cof… Oi… Eu voltei!
Capitulo 13
Intitulado de “Nada.”
Bom, onde paramos? Oh, sim…
Se bem me lembro; Akira tinha apenas saído, deixando sua nova amiga com Alex…
E diga-se de passagem, era isso que Emilly planejava desde inicio… Agora é com aqueles dois se irão dançar juntos ou não… A chance é baixa, mas não nula…
Enfim, Akira saiu; ele voltou andar e a checar como o lugar estava fluindo… E bem… Nada de mais havia acontecido até então… As pessoas estavam dançando; algumas só conversando e outras estavam “atacando” os pratos de comida… Essa seria a única chance deles terem um alimento como esse… então é justificável o jeito “primitivo” de comer de alguns alunos…
Cof, cof… O jovem andou, andou e andou… Contudo, nada de estranho acontecia; ele se questionou como aquilo poderia deixar Lucas cansado; como aquilo poderia dar errado de alguma forma… Talvez por não entrar em conversas oriundas de outros alunos; talvez por ingenuidade… mas, Akira não conseguia ver nenhuma forma daquilo tudo virar uma bola de neve enorme… Talvez por conta do calor que essa bola não surgia… E essa também era a única ideia que Akira tinha para Lucas ficar daquele jeito; o lugar estava realmente quente no final das contas.
— “Tá tudo tranquilo, nada de mais deve acontecer…” — pensava o garoto, vendo apenas todos ao seu redor se divertindo. — “No máximo guerra de comida… Espero não ter que limpar esse lugar amanhã.”
Não havia mais tanto o que fazer naquele ponto, então, de uma hora para outra, Akira decidiu fazer uma pequena pausa; não faria mal um tempinho de descanso, já que no fim, Akira não queria ficar como Lucas; ver todos se divertindo também o lembrava que ele deveria fazer o mesmo… Era algo, querendo ou não, simples, mas… ficar perambulando de um lado ao outro poderia deixá-lo cansado em algum momento… E este momento já estava se aproximando…
Akira voltou ao seu ponto de início, onde conversou com Lucas, e se sentou no mesmo lugar de mais cedo… Um suspiro junto a um sorriso foram emitidos por Akira; o jovem olhou para teto como modo de distrair um pouco a mente; contudo, logo em seguida voltou a encarar a multidão em sua frente…
Ele não queria perder um minuto daquilo tudo… Ele não podia perder nenhum minuto… A euforia para tudo estava realmente mexendo com o garoto…
Akira imaginava como seria a reação de seu pai sobre ele estar em uma festa como aquela; era algo tão fora da curva da sua vida, algo que até então apenas Ayumi desfrutava, e isso ainda com diversas limitações…
Já ali, as coisas eram diferentes; nada impedia Akira de nada; era ele e aquela noite; era ele e o que o destino planejava… E mesmo que seu pai não concordasse com algo, ele não estava ali para dizer alguma besteira que tirasse esse ânimo de Akira…
Ninguém estava ali para tirar esse ânimo… Ninguém havia aparecido para fazer isso… bem, ainda.
Somente naquela noite, quantas vezes o jovem já havia pensado nisso? Quantas vezes ele elogiou esse lugar? Quantas vezes ele pensou que tudo era incrível, e que nada poderia acontecer? Para ser sincera… o mesmo já tinha perdido a conta; mas não se cansava de continuar fazendo as mesmas perguntas diversas e diversas vezes…
Akira estava cego; cego por uma realidade distante… Ainda assim, era bom ter essa sensação por enquanto… Era bom ter esse sentimento antes que ele fosse estilhaçado… Era bom acreditar nessa mentira.
Naquele momento, como uma piada do destino ou algo assim, uma música mais suave e meio melancólica começou a tocar; as coisas estavam começando a dar uma acalmada… Contudo, estava tudo no início, a festa duraria muito mais; aquilo era apenas uma passagem momentânea de um estado para outro; logo aqueles grupos de casais que pararam da dançar voltariam ao seu ritmo animado ao som de alguma música com ritmo grudento…
Era magnífico, era refrescante… Novamente, era quente.
A ideia de dançar passou pela cabeça de Akira, todavia, suas alternativas eram baixas: havia Emily, mas ela tinha o Lucas como par; tinha Luna, mas o Alex estava com ela, mesmo que não querendo…
Além disso, algumas outras pessoas passaram pela cabeça do garoto; como Camille, uma garota fascinada por atuação, ela era do mesmo corredor e mesma sala que Akira, então não havia como ambos já terem conversado um pouco…
Ela era alguém legal, mas… Akira não gostaria de ter que fingir ser um personagem perto dela… Já que, era meio que isso que a fazia ser conhecida… Ela nunca foi sincera com ele ou com alguém, era apenas… um personagem no final do dia… Ao menos, podemos dizer que ela tem futuro para a coisa.
Então, descartando essa ideia, ele passou para o próximo da lista… que na verdade, nem de Bonfire era; Akira lembrou de alguém antigo… Um antigo amigo para ser mais exata… Alexandry; embora ele tenha sido arrogante desde que se conheceram, o garoto não poderia mentir que teve alguns momentos bons com ele… Alguns momentos parecidos com borboletas no estômago, na verdade…
Havia, sim, pessoas parecidas com Alexandry ali; Ethan era um deles… Uma aparência e jeito de agir muito parecido com ruivinho de Frostfall, porém… ele provavelmente não havia vindo a festa; deveria estar vendo as estrelas com seu telescópio velho ou algo assim…
Muitas, muitas escolhas passaram por sua cabeça; desdas mais absurdas as mais comuns… Mas nenhuma era tão interessante e confortável no fim das contas…
No fim, sentimentos românticos por pessoas continuavam sendo um mistério para Akira…
Cof, cof… Ignorando sua própria linha de raciocínio, Akira balançou um pouco a cabeça como se dissesse para si que “esse assunto não!”, e logo após isso, volta aos seus pensamentos diversos enquanto vê todos ali…
As pessoas já tinham se dissipado um pouco; provavelmente algumas haviam voltado para seus quartos, enquanto outras apenas se sentaram para uma pausa, do mesmo jeito que Akira fez…
E com isso…
DUNF…
— Ai, ai, essa galerinha parou a farra no momento que cheguei… Complicado, viu? Eu não sou tão ruim assim… — sussurrou uma voz desconhecida, que acabara de sentar ao lado de Akira. — Hm, questão de tempo para voltarem com a folia… Se bem que… se isso for festa escondida dos professores… vai terminar em detenção… Mas eles tão com a música no talo, né? Com certeza não é escondida… Ui, ui… Isso aqui vai longe então!
Akira não olhou para quem seja a pessoa que sentou ao seu lado; além de ter a chance dela estar falando com outra pessoa, também podia ser um desconhecido qualquer… E bem, Akira podia estar animado com a festa, mas puxar assunto com um estranho era um pouco… complicado para ele… Principalmente depois da onda de pensamentos que ele acabou de ter… Além disso; a pessoa podia estar apenas falando sozinha… Há certos indivíduos que deixam os pensamentos fluírem livremente pelo ar, como se fossem partes de um livro; ela poderia muito bem só está desabafando consigo mesmo ou algo do tipo… Do mesmo jeito que Akira faz ocasionalmente.
— Dá uma nostalgia ver essa galera toda reunida… Ai, papai, isso aqui vai ser algo sensacional… Tem gente que até repetiu de ano e tá aqui ainda! Será que eles estavam me esperando…? Ai… Não é que voltar pra cá ia me dar esse tesão louco de novo? Damn…
O assunto que a pessoa falava era estranho, mas querendo ou não, interessante; fazia Akira se questionar quem era aquele ser, ou qual motivo dele estar ali… Pelo pouco que ele ouviu, não parecia ser apenas um qualquer que estava naquele lugar por um acaso… Aquela pessoa tinha uma aura diferente; seu jeito de falar deixava Akira confuso; parecia deboche, parecia anemoia… E por algum motivo, pelo seu tom de voz, parecia que ele estava bastante animado com a festa… Mais do que o próprio Lucas…
Mas okay; Akira não tinha que pensar sobre isso de qualquer forma… ou pelo menos ele não queria pensar sobre isso… Era só ele ignorar tudo aquilo e… E nada… Na verdade, a pessoa ao seu lado não estava facilitando para ele…
— Parando para pensar… Essa é a primeira festa que rola aqui em anos, né? — comentou a voz mais uma vez, junto a um barulho de metal sendo mexido. — Quer dizer… Acho que não tem motivo para comemorar algo nesse lugar… Você estaria feliz pelo quê? Não ver mais o cara que espancou um colega seu? Ou sei lá, não ter que ir nas aulas de educação física…? É, o Rubert é meio cuzão, faria sentido isso… Mas, sinceramente, isso só não funciona para mim… Que piada, hein… — prosseguiu com seu monólogo… dessa vez, tendo como companhia um som meio… flamejante. — Tss… Uuhh, agora que lembrei… Será que tem problema isso aqui? Nha, foda-se…
Mais uma vez, Akira tenta ignorar a presença de quem for aquela pessoa… Contudo, após alguns instantes tentando pensar em qualquer coisa para distrair a mente, um cheiro de alcatrão toma conta de seu nariz, deixando o jovem sem entender o que ou da onde aquilo estava vindo; e sem muitas escolhas, Akira colocou a sua mão sobre seu nariz e olhou de uma vez para pessoa que estava ao seu lado…
Assim que o jovem se vira, ele nota uma pessoa que nunca havia visto antes… Mas ao contrário de Luna, alguma coisa dizia que aquela pessoa não era dali; alguma coisa dizia que aquela pessoa não era para estar ali…
Era um garoto; ele tinha um cabelo castanho um pouco longo e… uma mecha branca; embora aquela mecha tenha chamado a atenção de Akira assim que ele se virou, o que realmente o deixou surpreso foi… ver o garoto fumando um cigarro enquanto o encarava com um sorriso um tanto quanto assustador; como se estivesse esperando uma resposta desde que sentou ali e começou a falar…
— Yo! — disse o jovem, dando uma tragada em seu cigarro. — De boa?
— Olá…? Desculpa, mas… quem é você? E… por que você tá fumando aqui dentro?
— Ué, não pode? Na minha época não tinha nada que impedia uma tragada como essa… Falando assim parece que sou velho, mas não é para tanto, viu? No meu tempo aqui, um cigarrinho de vez em quando era de boas…
— Tá…? E você é…?
— Eu sou… Nada de mais… Meu nome não importa tanto assim…
— Hhmm… entendi… — falou em um tom um pouco desconfortável, enquanto arrumava sua postura na cadeira. — Você é um funcionário? Parece meio… velho para ser um aluno…
— Ah, qual é? O que foi que eu disse? Não é por que alguém tem uma mecha branca que ela é velha… Isso pode muito bem ser tinta, tá bom?
— Eu sei, e que…
— Poxa! Seu cabelo é todo branco e eu não tô dizendo nada… Qualé, então… você tem mais de 100 anos? É isso?
— Não, não é isso que quis dizer… É que… você é um funcionário ou não?
— Bem… — cogitou, dando mais uma tragada. — É… Talvez sim; talvez não… Quem liga? Qualquer uma das opções poderia ter cometido um assassinato e você nem desconfiaria…
— Se não trabalha aqui, trabalha aond…
— Meu trabalho atual é algo bem monótono para ser sincero; é de boas, mas… É chaaaaato~… Desempacotar caixas não é tão legal quando você não sabe o básico de geometria… Quer dizer, foi difícil de início, mas já tô pegando o jeito…
— Deus, você só tá deixando as coisas mais difíc…
— Se liga! — exclamou de repente, pondo seu cigarro perto da boca de Akira. — Quer um pouco? Ajuda com o estresse… Você parece meio preocupado, viu um fantasma, foi?
— Urgh…! Não, obrigado… Eu não fumo… Pera, aonde você conseguiu isso mesmo? Que eu saiba, aqui não se vende nada desse tipo… A gente tá no meio de uma floresta, então… quase impossível de conseguirem esse tipo de coisa…
— Tá preocupado com um cigarro ou quer comprar um? Tsz… Isso não é nada comparado com o álcool… Daqui a pouco essa galera vai tá uma loucura…
— Pera, qu…
— Mas relaxa! Cigarrinho não faz mal a ninguém; no dia que começar um tráfico real aqui dentro, aí você pode reclamar! Mas por enquanto, só uns privilegiados tem acesso a esse tipo de coisa; claro que para conseguir isso você precisa de… Oh? Alô? 'Cê tá me ouvindo? Iihh, menino paralisou…
Akira gela ao ver o garoto dizer tudo aquilo de forma tão calma e despretensiosa; ele definitivamente não era dali… Parecia que já havia visto tudo aquilo; ou como se soubesse que algo iria acontecer…
— A-álcool? Como assim? TRÁFICO?!
— Exato, tráfico! Mas depois que a Liz começou a monitorar mais a escola, duvido acontecer de novo… Mas se liga… Tá vendo aquela galera reunida perto daquele… treco com suco? — questionou, apagando seu cigarro na perna e apontando com a mão…
— Sim… O que tem?
— Então… O suco tá batizado… Hehe, legal, né? Dou até meia-noite para acontecer um boa noite Cinderela! — comentou, relaxando na cadeira que estava sentado.
— O-o quê? Como assim “batizada”? Da aonde e quando eles fizeram isso? — indagou com uma cara preocupada, mas que logo mudou para algo mais sério.
Akira tentou respirar fundo; tentou colocar um pouco mais de imponência em sua voz, afinal, naquele momento, era ele o responsável pela festa, então quaisquer acidentes que houvessem seriam, de extrema, culpa dele…
O jovem se arrumou em sua cadeira, acalmou um pouco a mente, e…
— Olha… se você quer arrumar confusão fazendo uma acusação desse tipo, eu acho que…
— Nhe… Eu não tô zuando nem nada do tipo… Você acha mesmo que um carinha com minha cara mentiria pra alguém? Ah, por favor! Isso, sim, é uma acusação! Mas sabe… buscar confusão é meio que a única coisa divertida nesse lugar… Quer dizer… é quase a única coisa divertida… Mas isso é um segredo… Talvez você descubra quando acessar a internet…
— Eehh… O que você quer dizer com isso?
— Se eu te contasse, não seria um segredo, né? Hehe…
— Eehh…? Acho que… sim?
— Yay!
— Mas… como você sabe que tá batizado? Já bebeu? Ou… Espera… foi você que…
— Nah… Dá pra ver isso na cara daqueles vagabundinhos… Ninguém fica com um ânimo fudido desses com um suco de morango!
— Tchz, eu fico… Mó gostosinho… doce e… não amargo.
— Hehe, concordo… Mas bem, é um prazer conhecer você, Akira… Como vai? Só fazendo a ronda nesse inferno? — perguntou, dando novamente um sorriso na direção de Akira, junto a sua mão para um aperto…
— Prazer…? — respondeu apertando a mão do garoto. — Você… não disse seu nome ainda… então… fica difícil cumprimentar alguém desse jeito…
— Já disse… Meu nome não importa… Afinal, eu sou só um Nada qualquer… Pode me chamar assim se quiser… “Nada” fica legal…
— Nada? Tá bom, eu acho…
— Belê, belê! O importante agora é… Akira, meu caro, posso te fazer uma pergunta? — indagou, parando com o aperto de mão e pondo seu braço sobre o pescoço de Akira, puxando-o um pouco para perto.
— Uahh… Eh, s-sim, claro… Só… dá pra me soltar? Tá meio desconfortável…
— Ah, qual é… Estraga prazeres, você, né? — zombou soltando Akira. — Mas beleza… Vem cá, tá aqui por quê?
— Ah… assim? Do nada? Olha… é um pouco arrogante sair perguntando esse tipo de coisa para as pessoas…
— Ahnt… Responde aí, eu não vou espalhar pra ninguém… Não me diz que já te adestraram a esse nível…
— Você vai ficar insistindo, né?
— Pode crer que eu vou!
— Hunf… Tá bom… Vim pra cá por bater em um cara que zombou da morte da minha avó… Basicamente é isso. Não tô afim de prolongar tanto, esse assunto corta minha vibe total…
— Uuhh, os boatos eram verdadeiros, então…
— Quê?
— Nada, nada! Só eu pensando em voz alta… Mas, poh…! Babaquice do cara, né? Se fosse eu não teria deixado em branco também… Acabava com ele no soco!
— Hehe… É…
— Ah, há! Você riu! Anima essa carinha aí, cara! Vai atrás de alguém para dançar; poh… Pedi para colocarem umas músicas legais aí, daqui a pouco começa… Hehe.
— Eh… Eu tô monitorando a festa enquanto o Lucas não volta… E eu nem sei dançar direito pra ser sincero…
— O… Lucas? Quer dizer o loirinho engomado? — Indagou, um pouco surpreso.
— Hm… Pode se dizer que sim… Acho difícil ter alguém que nem ele aqui… Ele é bastante único…
— É… Põe único nisso… — falou fechando um pouca a cara. — Te conta, hein…
— Algum problema com ele? Sua cara parece meio… triste…
— Que nada, só uns trecos do passado… Nada de mais… — respondeu se levantando. — Mas de boa! Fumei meu cigarrinho… Bati um papo legalzinho… Acho que tô indo nessa… Tchauzinho~
— Até… Eu acho…
— Te vejo depois, Aki…
O jovem volta a ter um sorriso na cara; dessa vez, Akira sente como se aquilo fosse falso, fosse forçado… E bem, o clima havia ficado meio tenso, então até que fazia sentindo… Agora, por que ele ficou assim do nada? Por que ele ficou assim ao citar Lucas? Era isso que era mais estranho…
Ainda assim; o garoto deu apenas alguns passos, até dar meia volta e se aproximar de Akira novamente…
— Ah… Quase ia me esquecendo… Akira, olha só… — o garoto põe a mão dentro de seu casaco… — Acho melhor você não contar nada sobre aquela bebida batizada… Por que se não os caras vão atrás de você…
— Ah? Claro… Eu não sou maluco de mexer com essa galera… Tô ciente do que eles podem fazer… Obrigado pela preoc…
— Ah, mas não tá não…
O garoto começou a puxar lentamente algo de dentro de seu casaco; Akira gela novamente… Já o garoto, permanece com aquele sorriso; chega até ser sádico quando algo de metal começa a ser tirado de dentro do seu casaco… Algo pequeno, mas que, por alguns instantes, parecia ser enorme… parecia ser letal… parecia ser uma arma.
— Agora é sério, me escuta…. Ou você só esquece isso… ou eu vou atrás de você… Tendeu? Hehe… E não conta para ninguém sobre isso aqui também, tá bom?
“It's close to midnight… And something evil's lurking in the dark…”
— Olha só! A música que pedi começou a tocar! A gente se vê mais tarde… Sr. Kurayami… Eu vou atrás de alguém para dançar!
O jovem põe aquele “treco” de metal de volta no casaco, e ainda sorrindo, ele sai… dando pequenos pulinhos…
Akira permaneceu parado; aflito sobre o que acabou de acontecer… Sua cara um tanto quanto pálida observa o jovem sumindo em meio a uma multidão que já estava voltando a tona…
O clima não era o que Akira esperava; de um minuto ao outro as músicas até então melancólicas voltaram a ser mais animadas; contudo, Akira não conseguiu se animar mesmo com aquilo, era como se ele tivesse uma pulga atrás da orelha… Afinal, foi nesse momento que ele percebeu que…
— Esse lugar é realmente um internato para criminosos…
“'Cause this is thriller, thriller night! And no one's gonna save you from the beast about to strike… You know it's thriller, thriller night! You're fighting for your life inside a killer, thriller tonight, yeah!”